SEO for dummies: Anatomia de um post de blog perfeito

SEO for dummies: Anatomia de um post de blog perfeito
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screvi este guia, em princípio, para ajudar meus clientes que são colunistas de blogs. A ideia era estabelecer um padrão de qualidade e um processo de trabalho claro, para que eu não precisasse dar as mesmas instruções para cada colunista. Como ele ficou bem completo, percebi que ele poderia ajudar muitas outras pessoas. Então, decidi refiná-lo mais um pouco e publicá-lo. Procurei começar com noções bem básicas para, gradativamente, expor as técnicas avançadas. Espero que gostem! 🙂

 

É sabido que a blogagem atrai tráfego para o seu site, não importa qual o nome que é dado para este ato (“novidades”, “artigos”, “resenhas”, “dicas” etc), através das redes sociais e, principalmente, da indexação do site em mecanismos de busca. Porém, para acelerar a vinda desse tráfego, você deve prestar atenção em diversos aspectos, que, neste artigo, destaco os dez que considero principais. Antes, porém, é necessário fazer uma breve introdução:

 

SEO em uma casca de noz

A disciplina do SEO (“Search Engine Optimization”) é relativamente nova no mercado e já amadureceu a ponto de demandar profissionais especializados para darem conta disso nas empresas. Como meu intuito é orientar diretamente os blogueiros, que são pessoas que, a princípio, não se interessariam em investir muito tempo de estudo neste assunto (que é um poço sem fim), vou abordar apenas os pontos essenciais, sem (muito) aprofundamento técnico, ok?

 

Pois bem, o SEO nada mais é do que um conjunto de técnicas e boas práticas com vistas a otimizar o alcance de um determinado site em mecanismos de busca de uma maneira geral (sendo o Google o principal deles). Uma das principais premissas dessa matéria é que a melhor maneira de realizar essa otimização é com a produção de conteúdo original. Ele gera o chamado “tráfego orgânico”, que é a visitação que um dado site recebe fruto das pesquisas que as pessoas fazem espontaneamente nesses mecanismos. Por exemplo: João digita a frase “como tratar dor de dente” no Google. Nos resultados das buscas, o site de um portal de saúde, muito bem otimizado, aparece entre os primeiros links.

 

O resultado é simples, mas os bastidores desse resultado são de uma complexidade tremenda. Em primeiro lugar, os mecanismos de busca geram “robôs” (“bots”)  que vasculham a internet inteira em busca de todos os sites que existem (!). Desta devassa, é gerado um banco de dados, um catálogo com todos os sites encontrados. Em seguida, cada busca feita por cada usuário é interpretada individualmente sob uma gama imensa de critérios e parâmetros, para que os primeiros resultados sejam os mais próximos possíveis da solução buscada e os demais sigam uma ordem lógica decrescente de relevância. Servidores poderosíssimos ficam permanentemente ligados em rede para computarem esses dados massivos, para que o resultado desse cálculo incrível apareça em frações de segundo no seu browser, a cada busca que faz.

 

Os critérios e parâmetros exatos desses mecanismos de busca são desconhecidos (na verdade, são segredos comerciais), mas, através de experimentação, tentativa e erro e compartilhamento de informação, os profissionais de SEO “descobrem” esses parâmetros e os estabelecem na comunidade, como os que verá neste post.

 

Isso é só a ponta do iceberg dessa história, mas é o suficiente para ter em mente quando for produzir seus artigos. Mal ou bem, cedo ou tarde, deve-se pensar em SEO.

 

Posto isso, vamos para os dez aspectos principais de um bom artigo para blog:

 

1. Palavras-chave

Não escreva à esmo: defina claramente quais são as palavras-chave que serão trabalhadas no artigo. Escolha-as de acordo com a sua estratégia de penetração de mercado e no público-alvo pretendido.

 

Uma vez definidas que palavras e termos são esses, procure utilizá-los ao longo do texto, principalmente nas imagens e nos títulos de capítulos e subcapítulos (conforme veremos abaixo). Não precisa ficar repetindo essas palavras o tempo todo, deixe-as aparecerem de forma natural ao longo do texto.

 

Também é importante que saiba que as outras palavras que estão dentro do campo semântico das palavras-chave também são importantes! Por exemplo: determinado artigo está trabalhando o termo “viagens de aventura”. Outras palavras que poderiam aparecer e contribuir positivamente para esse conteúdo: “mochilão”, “mochileiros”, “mochila”, “carona”, “couch surfing” etc.

 

2. Call to Actions

Seus artigos devem ter algum objetivo estratégico, para não escrever apenas por escrever. Os objetivos podem ser vários, e dependem apenas do seu nível de conhecimento em Marketing, da natureza dos seus negócios, suas necessidades e imaginação. Exemplos: gerar tráfego, gerar comentários, gerar vendas dos produtos X, Y, gerar compartilhamentos, gerar lista de potenciais compradores etc.

 

Dentro desses objetivos, os call to actions, ou “chamadas para ação”, são frases no Imperativo que conduzem sua audiência para a ação desejada. Exemplos: para maior aprofundamento sobre o que está sendo falado, você pode chamar os leitores para o seu site principal. Você pode terminar seus artigos sugerindo que os usuários deixem as dúvidas nos comentários.

 

3. Links

É importante inserir links ao longo da sua postagem. Os motivos técnicos são diversos, não vou me aprofundar neles aqui.

 

Esses links podem ser de duas naturezas: internos ou externos. Os primeiros linkam outros artigos ou conteúdos dentro do próprio site e os segundos linkam para outros sites.

 

Caso você esteja escrevendo em um blog de outra pessoa como convidado (produzindo um “guest post“), é crucial que gere links externos para o seu site e/ou canal de mídia online principal, onde concentra sua oferta de produtos e serviços.

 

4. Imagens

Tudo o que facilitar a vida do seu usuário pode ser interpretado como SEO. Neste sentido, inserir imagens como infográficos, diagramas, telas de sistema, exemplos, rascunhos etc aumenta o alcance do seu artigo de várias formas: faz com que ele seja encontrado, também, na aba de “busca por imagens”, integra a semântica do que está sendo explicado, aumenta o tempo médio de navegação e adiciona palavras-chave ao conteúdo. Com relação a este último quesito, é importante que nomeie as suas imagens com palavras relacionadas ao conteúdo, separadas por hífen, e, de preferência, sem acentos. Preencha a tag “alt” da imagem da mesma forma. E, sempre que for possível e pertinente ao contexto, coloque, também, legendas descritivas dessas imagens, dessa vez sem limitações de pontuação.

 

Exemplo: uma imagem mostrando uma máquina de desentortar bananas. Titulo da imagem: “maquina-de-desentortar-bananas”. Tag alt: “maquina-de-desentortar-bananas” (ambos sem as aspas). Legenda: “Máquina de desentortar bananas”.

 

5. Vídeos

Os vídeos são o tipo de conteúdo mais impactante da atualidade. 1 minuto de vídeo vale mais do que um 1.8 milhão de palavras! Este fenômeno acontece porque os vídeos humanizam a conversa e fazem as pessoas nutrirem uma empatia pelo autor de uma maneira que não seria possível com um texto. Além de ser uma forma de assimilação de conteúdo mais fácil, passiva, para o usuário. Afinal, dá mais trabalho ler do que assistir. Isso, aliado ao fato de que o Youtube foi comprado pelo Google, integrando-o, portanto, aos seus sistemas e bancos de dados, coloca os vídeos no topo das prioridades de resultados de busca.

 

Assim, conclui-se que é altamente recomendável inserir vídeos nos seus posts. O ideal é que sejam originais, produção própria, ainda que caseira, mas você pode linkar vídeos de outros também (citando a fonte), para ilustrar um exemplo, fazer piadas, enfim, as possibilidades são infinitas.

 

Uma observação: O Youtube, sozinho, já é o 2º maior mecanismo de busca do mundo, ficando atrás apenas do Google.

 

6. Quantidade de palavras

Há um senso comum que diz que as pessoas são preguiçosas para ler. Isso é verdade em certo nível, mas isso não significa dizer que você deve escrever artigos curtos e rasos, pensando nos preguiçosos. Pelo contrário!

 

Temos pesquisas que indicam que, ironicamente, as gerações mais novas estão lendo mais que seus antepassados. As pessoas estão lendo menos livros do que era considerado padrão, é verdade, mas a quantidade de palavras que consomem diante do computador, nas redes sociais, com produtos digitais e em jogos supera a média consumida pelas gerações passadas! Sem entrar na polêmica sobre a qualidade desse material consumido, a questão é que as pessoas da geração atual podem ter grande capacidade de absorção para os assuntos que as interessa. Logo, o que importa é ser relevante.

 

Para conseguir passar informações relevantes, é necessário conhecer muito bem as pessoas para quem está se dirigindo. Pense no perfil do seu público. Crie personagens, com idade, nome, formações e hobbies, que seriam o público ideal do seu produto/serviço. Como se comportam? O que preferem? Dependendo de como for o perfil psicológico desses personagens, eles podem apreciar conteúdos densos, muito densos ou extremamente densos (caso em que seu escrito pode até se tornar um ebook separado). Por exemplo: conteúdos que sejam voltados para profissionais, ou seja, pessoas que podem ganhar dinheiro com aquele conhecimento (como este post), tendem a ser mais densos do que a média, porque esse tipo de público enxerga a leitura como trabalho/estudo, aumentanto o foco, interesse e tolerância. Esse conhecimento sobre seu público também pode ser obtido na prática, no dia-a-dia do atendimento aos clientes da sua empresa.

 

Independentemente de como seja o perfil do seu público, existe um mínimo que deveria tentar alcançar em cada artigo: a última atualização no algoritmo do Google (“Panda”) está priorizando artigos originais com 1.500 palavras ou mais. Utilize a ferramenta de contagem de palavras do seu editor de texto pra ter esse controle. Isso não significa que os artigos menores não serão indexados, apenas que os artigos com 1.500 palavras ou mais terão mais “peso” na análise de quem aparece primeiro.

 

Aliás, é uma boa dica escrever seus artigos no Word, ao invés de diretamente na interface do  seu site. Os motivos são vários: seu site pode “dar pau” enquanto escreve e perder tudo; você pode fechar a janela acidentalmente; pode faltar energia enquanto escreve; e, principalmente, gerar backup, pois, mesmo depois de publicado, podem acontecer problemas com o site, como ataques hackers e falhas nos servidores que causam perdas de dados. A melhor solução é utilizar o Goggle Docs, porque, além de gratuito, é mais bem mais leve que o programa Word instalado na sua máquina, salva os textos automaticamente a cada alteração e possibilita o compartilhamento do texto com vários colaboradores, que podem escrevê-lo em conjunto.

 

7. Conteúdos duplicados

Diante de um manancial infinito de informações na web, você pode se sentir tentado a copiar textos (pedaços ou inteiros) de outros sites, incorporando-os na sua publicação. Não faça isso! Além da questão moral, civil e criminal envolvida, esse tipo de prática é detectada quase instantaneamente pelos atuais mecanismos de busca.

 

Para simplificar essa história, digamos que, sempre que um novo conteúdo é publicado, recebe automaticamente um “carimbo” com a data e hora exatos da publicação. Se uma outra fonte copiar e publicar, depois, um texto igual ou muito parecido, não deixará de receber um “carimbo” de uma data posterior. Assim, fica fácil para os robôs de busca saberem quem é a fonte original do conteúdo e quem está copiando. E, se for detectada a duplicação de conteúdo, o copiador será penalizado! “Penalização”, nesse contexto, seignifica dizer que o infrator terá seu site preterido de alguma forma, dependendo da gravidade da infração: pode ter seu alcance vetado para aquele artigo ou até mesmo ser banido completamente dos resultados de busca! Exatamente o contrário do que queremos, certo?

 

Portanto, nunca faça isso. Se quiser citar e/ou parafrasear outro autor/site/blog, deixe isso claro no seu texto, produza uma formatação diferenciada para essas citações (como itálicos e indentações), linke o blog/site de origem e procure fazer isso com pequenas quantidades de texto. Uma boa medida é 1 ou 2 parágrafos. Se precisar parafrasear 3, 4 parágrafos ou mais, talvez seja melhor indicar à sua audiência que leiam o artigo-fonte no site que ele foi publicado, linkando diretamente para lá.

 

Apesar dessa sofisticada tecnologia envolvida na detecção de conteúdos duplicados, eles ainda não são detectáveis se o texto for traduzido e adaptado. Por exemplo: um blog americano publica uma notícia em inglês e um blog brasileiro publica, dias depois, esse mesmo texto, apenas traduzido para o português. Inclusive muitos blogs derivam seus conteúdos e até produtos pagos assim. Porém, meu palpite é que em breve a web-semântica evoluirá a ponto de detectar os conteúdos duplicados num contexto multi-língue, podendo penalizar subitamente os sites que atualmente estão fazendo isso sem problemas. Assim, também não recomendo esta prática.

 

Basta pensar que o objetivo principal do Google é proporcionar um ambiente em que os usuários encontrem rapidamente soluções para seus problemas e, quanto maior a quantidade de conteúdos verdadeiramente originais, maior o tempo de navegação desses usuários, e, portanto, mais tempo ficarão expostos a anúncios publicitários, o que se reverte automaticamente em mais Receita (dinheiro) para o Google. Ou seja, como se trata de um interesse totalmente comercial para eles, pode apostar que estão trabalhando duro pra dificultar cada vez mais a duplicação de conteúdo! É claro que, no caso de conteúdos copiados e traduzidos, o copiador pelo menos está prestando um serviço de tradução à audiência que não é fluente na língua de origem. Mas isso complica o julgamento e deveria ser analisado caso-a-caso, mas, na dúvida, não faça.

 

8. Organização

Convém organizar o conteúdo em capítulos e sub-capítulos, usando as tags de título HTML (<h1>, <h2>, <h3> etc) para hierarquizar esses títulos. Se possível, utilize as palavras-chave que almeja pontuar nos mecanismos de busca nesses títulos destacados, porque eles têm mais “peso” do que as palavras que aparecem ao longo do texto.

 

Existem diversas técnicas no quesito “organização” para serem seguidas por quem desenvolve o código do site. Porém, você, como blogueiro, praticamente só precisa se preocupar com estas tags de código. 😉 E verifique se o responsável pela elaboração do seu blog está produzindo códigos otimizados para SEO! Nós, do Estúdio Holográfico, fazemos!

 

Exemplo de uma sequência organizada com essas tags:

Título do capítulo (<h1>)

Texto referente a este capítulo.

 

Subcapítulo (<h2>)

Texto deste sub capítulo.

 

Além disso, fazer um texto bem escrito, com vírgulas e pontuações corretas, também facilita o trabalho dos mecanismos de busca. Escreva corretamente, mas a linguagem pode ser informal, próxima do coloquial (pero no mucho!).

 

9. “Hacks”

Hacks“, também chamadas de técnicas “black-hat“, são maneiras de se obter os resultados almejados em SEO através de “macetes”, artifícios de programação que enganam os mecanismos de busca e fazem com que eles julguem que o site que contém determinado hack deva aparecer entre os primeiros colocados, ainda que não “mereça”, digamos assim. Até poucos anos atrás, o SEO era, essencialmente, uma série de hacks para fazer com que os sites dos clientes aparecessem na primeira página de busca, se possível, em primeiro lugar, independentemente do tipo de conteúdo que eles continham.

 

Porém, felizmente os algoritmos dos mecanismos de busca avançaram muito nos últimos anos. A palavra de ordem do momento é web-semântica, que é um conceito usado pra denominar a inteligência artificial desses mecanismos, que cada vez mais se aproxima da inteligência humana para interpretar contextos e significados.

 

Um exemplo dessa realidade é que não importa muito a quantidade de vezes que determinada palavra-chave é repetida, e sim o contexto em que ela é utilizada, o seu entorno e o valor real que ela entrega às pessoas. Enfim, é importante definir quais palavras-chave serão trabalhadas em cada artigo, mas não é necessário ficar repetindo-as feito papagaio. Deixe-as aparecer naturalmente ao longo do texto (conforme vimos no tópico 1).

 

Existem diversas histórias de empresas que amargaram enormes prejuízos porque foram penalizadas por serem descobertas utilizando “black-hats”. Também existem os casos de técnicas que eram consideradas normais e, de repente, passaram a ser classificadas como black-hats, após uma atualização do algoritmo do Google. Dependendo da gravidade e da extensão dos hacks descobertos, essas penalidades podem ser permanentes, ou seja, você pode ficar, para sempre, completamente excluído de qualquer resultado de busca, o que, para muitas empresas, pode representar prejuízos de milhões de dólares em vendas perdidas.

 

Como o algoritmo dos mecanismos de busca está em aperfeiçoamento constante, ao se utilizar uma técnica black-hat, a questão não é se isso será descoberto, e sim quando. E, quando for, certamente o site será penalizado. Para não correr esse risco tremendo, utilize apenas técnicas “white-hat“, ou seja, as técnicas honestas, embora mais trabalhosas, focadas apenas na produção de conteúdo original e relevante. Adote para o seu negócio a máxima do Google:

Pense no usuário e tudo mais virá.

 

10. Extras

Fazer materiais extras exclusivos para a sua audiência é uma ótima ideia. Não são obrigatórios, mas, como mencionei, tudo o que facilitar a vida do usuário é SEO. Neste quesito, posso citar check-lists, mini-ebooks, arquivos para impressão, formulários, planilhas, wallpapers, arquivos abertos de softwares de edição gráfica etc. Você define que tipo de conteúdo extra poderá disponibilizar, de acordo com os interesses do seu público.

 

Exemplos: neste artigo, elaborei um chek-list no final. Neste outro, disponibilizei um diagrama para plotagem.

Por fim, apresento um check-list dos tópicos abordados, para recapitular e auxiliar na análise de pré-publicação de seus futuros artigos:

 

  • 1. Definiu quais são as palavras-chave que serão trabalhadas nesse artigo?
  • 2. Existem call-to-actions claras e objetivas?
  • 3. Tem links internos e externos ao longo do conteúdo?
  • 4. Está usando imagens? Elas estão nomeadas e legendadas corretamente?
  • 5. Está com algum vídeo próprio ou de terceiros?
  • 6. A contagem de palavras está razoável? Conseguiu usar 1.500 palavras?
  • 7. O conteúdo é original? As citações têm fontes apontadas da forma correta?
  • 8. O conteúdo está organizado hierarquicamente em títulos e subtítulos?
  • 9. Está utilizando apenas técnicas white-hat?
  • 10. O artigo contém algum elemento interativo ou brinde?

 

Não precisa cumprir todos estes itens, mas pelo menos terá um critério objetivo de avaliação: quanto mais itens conseguir atender, melhor está o seu artigo! 🙂

 

O que achou deste artigo? Ficou com alguma dúvida? Tem alguma sugestão para melhorá-lo? Deixe nos comentários!

  • Ficou super completinho! Parabéns!

    • Lucas Santos

      Obrigado! ^^