Uma releitura do ‘Marketing de Guerrilha’

Uma releitura do ‘Marketing de Guerrilha’
Existe uma estranha metodologia de Marketing que não está formalizada em livro nenhum mas que é extensivamente utilizada no Brasil e no mundo. Consiste em conquistar terrenos denegrindo os coleguinhas, lentamente destilando o veneno da discórdia por entre pessoas-chave, na tentativa de, assim, mover as peças do tabuleiro conforme suas vontades e interesses particulares.

 

Pessoas que se valem dessa tática ainda não entenderam como o jogo funciona. Com uma visão tacanha, enxergam o mercado como se ele fosse uma escaramuça de trincheiras, de avanço difícil, lento e sangrento, lutando-se por cada centímetro, porque pra um ganhar, alguém tem que perder, quando, na verdade, não precisa ser assim. Tem trabalho infinito pra ser realizado por aí, mais do que o suficiente pra todo mundo. A realidade é de abundância e essa tática é aderente a uma mentalidade de carência e escassez. Talvez por isso nenhum autor se deu ao trabalho de teorizar e escrever sobre ela.

 

Como não poderia deixar de ser, os adeptos dessa doutrina falham miseravelmente. E de novo. E de novo. Até chegar a um ponto em que se enrolam nas próprias intrigas. Aí se sentem injustiçados, vítimas do “sistema” e vem a fase da revolta. E o Destino, com sua infinita paciência, vai continuar proporcionando sucessivos fracassos nesse tipo de empreitada, até que aprendam ou fiquem eternamente presos neste ciclo vicioso, se preferirem.

 

A nós, mortais, que não dispomos de todo o tempo e paciência do mundo pra acompanharmos essas repetitivas desventuras, só nos cabe continuar fazendo nosso melhor sem olhar pra trás. Quando trabalhamos com amor, e não porque é “um mal necessário pra pagar as contas”, estamos naturalmente blindados contra esses ardis sórdidos.